Visualizações de página na última semana

domingo, 3 de maio de 2015



Perturbações do Comportamento e AUTISMO
 
O Departamento de Educação Especial do Agrupamento, promoveu e organizou uma Palestra subordinada ao tema “Perturbações do comportamento e Autismo”.
 


 
O espaço da Biblioteca Municipal tornou-se pequeno para o número de pessoas interessadas em ouvir o orador Dr. Nuno Lobo Antunes.
Esta ação teve como objetivo sensibilizar para a Perturbação de Espetro do Autismo (PEA) e dar a conhecer o trabalho desenvolvido nas Unidades de Ensino Estruturado dos 1º e 2º Ciclos com os alunos com PEA, numa perspetiva inclusiva e humanizadora.

Ação de Sensibilização

PowerPoint da Ação decorrida na Biblioteca Municipal de Torres Novas, 16 de abril de 2015

Faça aqui o Download da Apresentação em PowerPoint




segunda-feira, 27 de abril de 2015

CYBERBULLYING


Tempos modernos estes que vivemos: de mudança, de urgência, de indiferença…

PARE, ESCUTE E OLHE!

Em tempos modernos surgem problemas modernos para os quais é necessária uma atenção redobrada do adulto para com as suas crianças.

Lembrar que o problema existe e é bem real é sempre importante, sendo que a prevenção é, em qualquer situação, «o melhor remédio».

Eis os artigos cuja leitura vos propomos, desejando boas reflexões e melhor ação.

  As docentes Margarida Rosário e Lucília Silva






Como prevenir o cyberbullying? 





Nuno Moreira, do Centro Internet Segura, da Fundação para a Ciência, dá conselhos:

1. Nunca disponibilizar informação privada 
Ensine os miúdos a nunca darem palavras-passe, nem identificarem locais que frequentam (esconder nomes e evitar publicar fotos da escola, por exemplo). Imagens em roupa interior são desaconselhadas.
2. Não adicionar desconhecidos 
Este pode ser um foco de cyberbullying.
3. Saiba o que o seu filho faz online 
Pergunte quais os sites preferidos dele e dos amigos e com quem fala.  
4. Ignorar os ataques 
É a melhor estratégia. Responder pode provocar mais agressões.  
5. Denuncie 
Se descobrir um ataque, guarde tudo como prova, mude as contas e denuncie aos serviços online: no Facebook é fácil. Contacte o Centro Internet Segura. Há linhas de apoio.
Saiba como perceber se o seu filho está em risco ou se envolve em agressões

Vítimas 

Escola:  Costumam dizer que não querem ir às aulas, mas não explicam porquê. É raro queixarem-se logo do que acontece.

Sono:  Dormem mal, têm pesadelos ou voltam a fazer chichi na cama depois de já não ser habitual.
Doenças:  Podem ser de vários tipos e surgir com muita frequência. Fazem parte da reacção do corpo ao sofrimento psicológico.  
Humor:  Tornam-se instáveis. Ficam tristes de repente é não é raro chorarem sem justificação aparente.
Agressores 

Tensão:  É frequente terem comportamentos agressivos em relação à família ou aos animais de estimação.  
Objectos:  Nalguns casos, trazem para casa dinheiro a mais ou objectos que não lhes pertencem (telemóveis, brinquedos, carteiras, roupas).  
Maus hábitos:  Alguns começam a fumar, a consumir drogas ou a envolver-se em actividades perigosas.
In revista Sábado nº 543, de 25 de setembro de 2014







Sendo um fenómeno com tão grande impacto para as crianças e para os jovens, é fundamental que os pais e a escola tenham um papel ativo na prevenção e na intervenção nos casos de Cyberbullying. Deste modo, algumas recomendações são feitas para lidar com este fenómeno:



• Não apagar as pistas - a reação mais habitual quando são publicados conteúdos chocantes na Internet é de proceder à sua eliminação. As "provas" devem ser mantidas para que possam ser usadas para defender os direitos das crianças e dos jovens;


• Procurar a origem dos emails e das mensagens de texto - cada informação enviada pelos meios de comunicação deixa um "rasto eletrónico" que pode ser seguido até ao dispositivo do perpetuador. Apesar de envolver alguma perícia, aprender a detectar o "rasto" está acessível num conjunto de tutoriais na Internet.


• Não responder a provocações - é aconselhável instruir as crianças e os jovens para, em casos de cyberbullying, em vez de responderem impulsivamente às provocações declaradas, antes informem os agentes educativos do sucedido para poderem decidir e agir em conjunto.


• Pais e escola a trabalharem em conjunto - uma vez que é um fenómeno que invade o espaço familiar e escolar, é fundamental que pais e escola unam esforços no combate ao Cyberbullying, agindo ativamente para o parar e o prevenir.

As novas tecnologias, são no seu geral, de extrema utilidade no dia a dia. Porém, como todas as ferramentas ao nosso alcance, podem transformar-se em perigosas armas de combate, se forem utilizadas com más intenções. Sabermos lidar e defender do lado menos positivo das novas tecnologias é um imperativo nos tempos que correm, para que todos se sintam em maior segurança.



João Faria, Psicólogo Clínico do PIN

 
 

domingo, 1 de março de 2015

Como estrelas na terra


 



Sugerido por:
Sandra Bento, Edite Nicolau, Ana Catarina Samartinho

domingo, 25 de janeiro de 2015

«As Cordas»

Através de algo dramático, pretende-se transmitir uma mensagem de vida, emoção e sensibilidade. " O caminho que temos de percorrer até se ser alguma coisa" " ...Às vezes a pessoa mais pobre, pode deixar a alguém, a herança mais rica " " Numa união existe sempre, o lado masculino, o lado feminino e o terceiro lado que ás vezes não é visível e que é criado pelos dois anteriores; aqui o terceiro são as cordas, que parecem ser...imortais." José Teixeira, Catarina, Magda.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Inclusão


A nossa escola é inclusiva?
Vamos ver o vídeo e refletir.



Porque todos somos diferentes, ora vejam:




Como todos somos diferentes, vamos contar a história do nascimento de Jesus de outra foram (ver o anexo):

Download Livrinho de Natal


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Há por aí outro tipo de inteligência?



Gardner explica através da teoria das múltiplas inteligências, que de facto existe em cada um de nós uma pluralidade de inteligências.
Cada um de nós terá uma, duas ou três dessas oito inteligências, mais evidenciada, e, é precisamente por isso, que cada pessoa é aparentemente mais dedicada ou motivada para uma (s) área (s) em particular, em detrimento de outra (s).
          Por este motivo, é oportuno abordar a importância da Pedagogia Diferenciada - um tema que deveria permear qualquer metodologia de ensino. Consiste em reconhecer que todas as turmas têm alunos diferentes e que é preciso orientar a ação pedagógica tendo isso em conta. Diferenciar é ensinar de modo a que cada aluno esteja sempre diante de situações didáticas propícias para aprender. Isso exclui aquelas que não trazem desafios e as que nos propõem uma missão fora do alcance. O interessante é que a diferenciação é um conceito presente em muitas áreas. E, dever-se-ia ter em conta que cada ser é único, por isso, as suas aprendizagens atingem ritmos diferentes.
O Quadro, abaixo apresentado, permite-nos compreender a complexidade da inteligência que não se resume, ao quociente de inteligência (Q.I), isso, seria redutor. Cada um de nós, têm entre uma a três destas áreas mais “apurada”, o que não significa que as outras não existam, ou não possam ser também trabalhadas e melhoradas. Mas, explica o facto de conseguirmos ser melhores numa área que noutra. O que não significa de todo, falta de inteligência.
(Quadro I- As oito inteligências)

         Em suma, para clarificar este tema apresentamos as definições correspondentes a cada inteligência. E, consequentemente, poderemos entender o que cada uma delas pode promover em nós.


(Quadro II- Definição das múltiplas inteligências)



            Compreendemos que ao ter a noção da teoria das múltiplas inteligências, podemos entender melhor a nós e aos outros, e, naturalmente, sermos MELHORES pessoas, Melhores professores, Melhores pais, e Melhores alunos.
             Porque cada ser humano é igual a si próprio e não é por ser mais brilhante numa área que noutra, que deixa de ser inteligente, porque a inteligência felizmente, não se limita ao Q.I.

E, como a vida é feita de descobertas, porque só assim, evoluímos,
Atreva-se… a Descobrir-se J




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PARALISIA CEREBRAL

“Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais”
António Gedeão
PARALISIA CEREBRAL

Definição

A paralisia cerebral é um termo que designa um grupo de desordens não progressivas, que ocorrem nas crianças, cujas dificuldades motoras se devem a uma lesão no sistema nervoso central.
França (2000)


Causas

          “falta de oxigénio antes, durante ou após o nascimento;
          hemorragia no cérebro;
          intoxicação ou envenenamento por álcool ou drogas usadas pela mãe durante a gravidez;
          trauma cefálico resultante do parto, de uma queda, de um acidente de viação ou outro;
          distúrbios metabólicos (por exemplo, icterícia grave, baixos níveis de glicose);
          infeções do sistema nervoso, como a encefalite ou a meningite”.
Gersh (2007, p.22)

De entre as várias características, Ferreira et al. (1999) referem três mais gerais. Assim, temos:
·           a incapacidade motora – a reduzida mobilidade e as dificuldades de manipulação não permitem construir um pensamento organizado e um adequado desenvolvimento cognitivo;
·           a incapacidade de produzir fala articulada compreensível – constitui um obstáculo ao ensino e à comunicação com o meio que rodeiam os alunos com esta problemática;
·           a presença de défices sensoriais e percetivos – afetam consideravelmente a apreensão da realidade.


Esta deficiência afeta a atividade e participação de forma complexa: ao nível da mobilidade, da realização motora das tarefas, da aprendizagem, do relacionamento e comunicação com os outros e, por outro lado, ao nível da sua autoimagem e autoestima.

Em idade escolar, a criança com Paralisia Cerebral deve ser apoiada por um professor de Educação Especial cuja função é desenvolver competências sociais e cognitivas. Ele deverá ainda descobrir o tipo de aprendizagem subjacente às capacidades do aluno, por forma a potencializar na criança as aprendizagens das interações com as pessoas e os objetos. É também da competência do professor de Educação Especial o ensino de formas de comunicação, de maneira a que a criança consiga comunicar as suas necessidades.
Relativamente ao Decreto-Lei que regulamenta a Educação Especial, Decreto-Lei nº3/2008, de 7 de janeiro, é referido que os apoios especializados podem abranger adaptações de conteúdos e estratégias, mas também a utilização de tecnologias de apoio.
Considera-se que as novas tecnologias são fundamentais na aprendizagem e recuperação de alunos com necessidades educativas especiais, uma vez que facilitam a aquisição de competências que as crianças não conseguiriam adquirir sem as ajudas tecnológicas.



COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – COMUNICAR COM SÍMBOLOS

A Comunicação Alternativa e Aumentativa é, por conseguinte, todo o tipo de comunicação que aumente ou auxilie a fala.

De acordo com Costa e Correia (2009), o software educativo “Comunicar com Símbolos” é um processador de texto e símbolos baseado nos símbolos da Widgit, tendo sido traduzido e adaptado para a língua portuguesa. Este software inclui mais de 10000 símbolos para a literacia da Widgit, podendo ser aplicáveis a cor ou a preto e branco, e uma biblioteca organizada por temas com mais de 1500 imagens e fotografias. 

Imagem 1 – Página inicial do software educativo

Este software pode ser utilizado pelos alunos com recurso ao teclado, ou pelo docente, por forma a motivar a aquisição e consolidação do mecanismo da leitura e da escrita. O educador ou professor tem a possibilidade de produzir materiais de suporte pedagógico diversificados e motivadores para os alunos com dificuldades de aprendizagem, podendo recorrer a diferentes níveis de interface: do mais fácil ao mais complexo. Estes interfaces são personalizáveis e adaptáveis às diversas situações,

Imagem 2 – Tipos de interface; Formas de utilização do software

Imagem 3 – Principal funcionalidade: simbolização inteligente

Ao escrever o texto, surgem automaticamente os símbolos correspondentes ao seu significado. É, pois, utilizada uma tecnologia inteligente que analisa a gramática da frase, selecionando, de imediato e corretamente, o símbolo que corresponde a essa frase ou expressão. Simultaneamente, o programa dá a possibilidade de ouvir o que se escreve e de utilizar o corretor ortográfico.


Imagem 3 – Atividade: descrição física do Ricardo

Imagem 4 – Atividade de introdução à sessão

Imagem 5 – Os frutos e legumes por estações do ano (outono)


Imagem 6 – Resposta à pergunta “Como te sentes hoje?”

A escola inclusiva, centrada na sala de aula como um todo, promove a diversidade dos alunos e os ritmos e perfis de aprendizagem são respeitados e tidos em conta na planificação e gestão do processo de ensino e de aprendizagem. Cabe aos docentes experimentar e adequar estratégias de intervenção e acreditar no potencial dos seus alunos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CORREIA, P. & PINTO, T. (2009). Comunicar com Símbolos – Manual de Utilização. Cnotinfor

FERREIRA, M. C. T. R.; PONTE, M. M. N. & AZEVEDO, L. M. F. (1999). Inovação Curricular na Implementação de Meios Alternativos de Comunicação em Crianças com Deficiência Neuromotora Grave. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração de Pessoas com Deficiência.

FRANÇA, R. A. (2000). A Dinâmica da Relação na Fratria da Criança com Paralisia Cerebral. Coimbra: Quarteto Editora.

GERSH, E. (2007). O que é paralisia cerebral? In E. GERALIS (org.). Crianças com Paralisia Cerebral. Um guia para pais e educadores (pp 15-34). Porto Alegre: Artmed.